quarta-feira, 3 de outubro de 2007

DOCES LÁGRIMAS,SANGUE AMARGO...(poema de Fabrício meu eterno amor)


Sentado aqui no chão Me sinto tão seguro, tão sãoEm meio ao conforto de tanta solidãoAqui neste banheiro,Pela pequena janelaVejo o céu cinzentoVejo correr o tempoVejo correr meu prantoSínto-me tão distante e desatentojá estou sangrando tanto!?Entretanto... ...Que estranho, não me espantoPois me sinto tão livre!já com rosto molhado, encharcadoOlho para o lado e vejo no espelhoO reflexo do meu sangue derramadoTão sujo, tão vermelho...Mas me sinto consoladoPela dor a qual havia me tomado.O sangue antes quenteAgora já frio me escorre por entre os dedos......Trêmulos!]E vai-se junto com minha dor, com meus medosE me sinto tão ausenteAusente de mim mesmo, de minha mente...Do meu corpo.Agora finalmente enconteri o significado do meu gesto!As lágrimas se misturam com o sangueA dor se mistura com o ódioE lá fora pessoas incapazes de entenderincapazer de ceder aos apelos de suas almas...




Fabricio amaral

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