
Sentado aqui no chão Me sinto tão seguro, tão sãoEm meio ao conforto de tanta solidãoAqui neste banheiro,Pela pequena janelaVejo o céu cinzentoVejo correr o tempoVejo correr meu prantoSínto-me tão distante e desatentojá estou sangrando tanto!?Entretanto... ...Que estranho, não me espantoPois me sinto tão livre!já com rosto molhado, encharcadoOlho para o lado e vejo no espelhoO reflexo do meu sangue derramadoTão sujo, tão vermelho...Mas me sinto consoladoPela dor a qual havia me tomado.O sangue antes quenteAgora já frio me escorre por entre os dedos......Trêmulos!]E vai-se junto com minha dor, com meus medosE me sinto tão ausenteAusente de mim mesmo, de minha mente...Do meu corpo.Agora finalmente enconteri o significado do meu gesto!As lágrimas se misturam com o sangueA dor se mistura com o ódioE lá fora pessoas incapazes de entenderincapazer de ceder aos apelos de suas almas...
Fabricio amaral
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